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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011


Procuradora da República conspira
contra o voto eletrônico impresso
  
Osvaldo Maneschy - Em uma iniciativa absurda sob o ponto de vista de defesa da cidadania, atendendo aos presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) que se reuniram em dezembro, a Procuradora Geral da República em exercício, Sandra Cureau, deu entrada  nesta segunda-feira (24/1) no Supremo Tribunal Federal (STF)  a uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) para revogar o Artigo 5° da Lei 12.034/2009 – o  que determina que o voto eletrônico volte a ser impresso a partir de 2014 para ser possível de novo no Brasil a recontagem de votos e a auditoria dos resultados produzidos pelas máquinas de votar em uso no país. 

A transparência eleitoral, através do princípio democrático da recontagem, foi uma das principais  bandeiras de luta de Leonel Brizola – que, em 1982, foi vítima da tentativa de fraude no que a história registrou como "Escândalo da Proconsult", tema do livro reportagem do jornalista Paulo Henrique Amorim intitulado "Plim-Plim, a peleja de Brizola contra a fraude eleitoral". 

O voto impresso conferível pelo eleitor, recomendado pelos especialistas em informática do mundo inteiro para tornar seguras máquinas de votar semelhantes às usadas no Brasil, totalmente dependentes de softwares, também é alvo de  um projeto do Senador Eduardo Azeredo (PMDB-MG).  Azeredo  quer, pela segunda vez, acabar com a impressão do voto eletrônico.

Para isto ele apresentou  projeto que,  assim que terminar o atual recesso, será discutido na Comissão de Ciência e Tecnologia do Senado. 

Ou seja, se a ADIN do Ministério Público Federal não passar no STF, os defensores do obscurantismo eleitoral terão, ainda, chance de que o projeto de Azeredo passe no Senado e consigam acabar com o voto eletrônico impresso. Sendo um dos maiores deles o ex-presidente do STF e ex-presidente do TSE, atual ministro da Defesa Nelson Jobim. Um jogo sujo que evitam levar para a luz do debate e da informação, porque sabem que o que defendem é indefensável. 

As urnas em uso no país, que a justiça eleitoral garante serem 100% seguras, são  condenadas em todo o mundo pelos especialistas em informática por serem totalmente dependentes de softwares que podem ser burlados por fraudes, muitas vezes difíceis de detectar..

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